SILÊNCIO
A certas horas da noite
A cidade silencia,
Há um murmúrio muito vago
No silêncio que se cria.
Parece que o tempo pára
E paira na poesia
No instante de silêncio
Que a inspiração inicia.
E as mãos então se debruçam
Sobre a mesa, no teclado,
Deitando ali o pensamento,
Que vem vindo com cuidado.
Letra após letra, palavras,
E o texto escoando vai,
Ocupando seu espaço
No ritmo que ele sai.
É a íntima mudez da hora,
É o sono do vento,
A reflexão agora,
É momento em movimento.
Mas o silêncio profundo
Não nasce no mundo,
Nasce no âmago do ser,
Naquele vão onde se pode ver;
Que o silêncio é preciso,
Preciosa meditação,
Nele habita a alegria
E as coisas do coração.
Onde falamos com Deus
Em sincera emoção,
Num segredo bem guardado,
Em silenciosa oração.
Márcia Bisso do Amaral
Voltar para todas as poesias.
Sociedade Espírita Caravaneiros da Fraternidade
Estrada João Antônio da Silveira, 1937 - CEP 91.790-400
Bairro Restinga - Porto Alegre - Rio Grande do Sul
Adesa a Federação Espírita do Rio Grande do Sul
CNPJ no. 92.984.152/0001-94
Fundada a 11 de Maio de 1970
Em nosso trabalho!
"Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas foi Deus"
Do Livro Vinha de Luz, cap. 71, Paulo (Hebreus, 3:4),Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel
Sobre a Caravaneiros da Fraternidade: