OS OLHOS DO OBSERVADOR

Um fio de azul
Observa-nos o trabalho
E as nuvens desfilam
Brancas formas neste atalho.

A natureza percebe-nos
Em todo lugar,
Entre os prédios da cidade,
Ao nascer do sol, ao luar.

Na beleza de cada dia,
Numa fresta, num jardim,
A obra prima irradia
Uma alegria sem fim.

Os olhos que olham atentos
A melodia que os abraça,
Crescem em busca de luz
Como a árvore da praça.

E envolve tudo ao redor
Com suavidade e graça,
Limpando o mundo com arte
Como a chuva na vidraça.

Tudo depende apenas
Dos olhos do observador,
Olhos de olhar com bondade,
Olhos de olhar com amor.

Márcia Bisso do Amaral
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Do Livro Vinha de Luz, cap. 71, Paulo (Hebreus, 3:4),Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel
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