FELICIDADE
O que é a felicidade? Não se pode afirmar, objetivamente, que o padrão de felicidade compreende a presença de fatores específicos, por períodos de tempo determinados.
Ela é subjetiva e se respalda nos valores presentes de cada ser e, principalmente, na fé, na certeza da bondade de Deus, que, como Pai, nos ama e deseja apenas o nosso bem.
Um atraso, um tropeço, uma dificuldade pode ser, também, fator gerador de felicidade.
Procura-se tanto a felicidade fora do ser e ela está mais próxima do que se possa imaginar, pois está intimamente relacionada com a leitura ou com a interpretação que dermos a cada fato, a cada situação.
Desta maneira a dor que se abate sobre nós por motivos externos – o filho, a mãe, os irmãos, os colegas de trabalho, não apresentaram o comportamento que esperávamos ou que desejávamos, desestabilizamos-nos. Sofremos, temos reações físicas frente à situação problema que caracterizamos.
É importante parar. Dar tempo para que a sensibilidade trabalhe olhando a situação com outros olhos, ou seja, nos colocando na posição do outro, nos imaginando na outra ponta da realidade que terá sempre mais de uma interpretação. Este exercício nos leva a ver que com os elementos e argumentos que o outro tem, o seu comportamento é compatível e coerente.
O ser fantástico e maravilhoso que cada um é fica, muitas vezes, escondido atrás de máscaras fornecidas pela vaidade, pelo orgulho, e, principalmente, pela prepotência.
Elza Maria Steinhorst